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Museu do Teatro Romano PDF Imprimir e-mail

Ruínas do Teatro RomanoPossivelmente construída no tempo de Augusto, durante o séc. I d. C., e reconstruída na época de Nero (segundo inscrição descrita por autores do séc. XVIII), esta edificação romana foi descoberta por volta de 1798, quando se procedia à abertura dos caboucos para construção de edifícios no âmbito do projecto geral de reurbanização pombalina pós-terramoto de 1755.

Tomando conhecimento do achado, o arquitecto Francisco Xavier Fabri procedeu às primeiras escavações no local, ao mesmo tempo que efectuou um minucioso levantamento gráfico do estado do imóvel. Estes desenhos revestem-se actualmente de grande importância, porquanto nos apresentam, por exemplo, o muro do proscaenium ainda quase intacto, e que seria originalmente composto de dez exedraeorchestra. As penúltimas destas exedrae poussíam também escadas de acesso ao pulpitum, que, por sua vez, compunha-se de cinco degraus.

rectangulares e três semicirculares de diferentes larguras, e que, no conjunto, encontravam-se distribuídas simetricamente a partir de uma semicircular localizada no centro da

Infelizmente, pouco depois dos estudos de Fabri, parte significativa das ruínas do Teatro foi destruída, ou simplesmente reaproveitada para outras edificações, designadamente de algumas erguidas sobre as próprias ruínas.

Em 1967, seria a vez de Fernando de Almeida efectuar uma sondagem, que lhe permitiu localizar com precisão as ruínas, tendo Irisalva Moita procedido à escavação de uma área que englobava, desde parte do hyposcaenium , até aos primeiros degraus da imacavea. Na verdade, este conjunto de escavações permitiu aos estudiosos percepcionarem estruturalmente o imóvel, verificando-se que a orchestra, de planta semicircular, ainda conservava vestígios do antigo pavimento em mosaico, executado com pequenas placas líticas rectangulares e quadradas de várias cores e tonalidades.

Conservou-se toda a infra-estrutura do palco, observando-se o pavimento, a opus signinum do seu hyposcaenium, assim como os pilares paralelipipédicos sobre os quais assentavam as traves de madeira que suportavam o pulpitum. As colunas, fustes e capitéis pertenceriam à ordem jónica.

Em 1989, e após um interregno de mais de duas décadas, seria a vez da Câmara Municipal de Lisboa instituir o Gabinete Técnico do Teatro Romano. Em consequência dos trabalhos realizados desde então, foi possível determinar a superfície de ocupação do Teatro, de cerca de 34,60m, ao mesmo tempo que verificar que apenas a zona mais baixa se encontrava em melhores condições de conservação por ter sido escavada nos próprios afloramentos constituivos da colina e aproveitando o declive natural da mesma. Entretanto, as escavações sofreram uma interrupção em 1990, concebendo-se todo um projecto de valorização do espaço, promovido pelo Departamento de Cultura da Câmara Municipal de Lisboa, que culminou com a inauguração, em Novembro de 2001, da tão esperada musealização. [AMartins]

Fonte: IPPAR

 
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